Cenário mundial:
As três grandes potencias eram
a Assíria, Egito e Babilônia. A Assíria e o Egito estavam em declínio nesta
época, porém o poder da Babilônia era crescente. Grande parte do que aconteceu
com as nações e com o povo de Deus foi no contexto da luta entre essas
potencias, em que a Babilônia e a dinastia de Nabucodonosor predominariam. Judá
situada na mais importante rota usada pelos exércitos invasores era
particularmente vulnerável, pois quem controlasse a Síria e a Palestina poderia
atacar o Egito.
Naquela época as cidades
"estado" menores sofriam grande pressão para se aliarem a uma
potência ou outra e geralmente optavam por quem estava com o exercito mais
próximo ou por quem tinha maior probabilidade de vencer. A opção errada traria
consequências sérias.
Cenário em Israel:
Cenário em Israel:
Neste momento Israel e Judá
são nações separadas, como consequência dos erros de Salomão, que adorou aos
deuses falsos, aos postes ídolos e ofertou seus filhos a Moloque, o Senhor
profetizou a separação do reino em 10 tribos de Israel e 02 tribos que ficaram
conhecidas com Judá, por amor a Davi, o Senhor não retirou seu favor da Casa de
Davi.
Muitos foram os reis de Israel
e Judá, que por muitas vezes se confrontaram e em outras se uniram. Um pouco
antes dos tempos de Josias houve reis bons e reis maus perante Deus. Um dos
maiores ofensores de Deus foi o avô de Josias, Manassés que desobedeceu a todas
as leis contra a adoração de ídolos, construíu lugares de adoração e altares a
Baal, consultaram espiritualistas e sacrificou seu filho a Moloque. Além disso,
fez papel de súdito leal ao rei Assírio ao adorar os deuses assírios e violar o
templo estabelecendo nele lugares de adoração a outros deuses.
Nesta época Judá correu forte
risco de se tornar uma nação politeísta adorando a uma série de deuses e tendo
Javé como o principal de todos eles. Adoravam aos planetas, os anjos, os
elementos e tudo mais. Por causa desta adoração e por sua atitude, onde o livro
dos reis deixa claro que Manassés buscava instigar a ira de Deus, o Senhor o
entregou como cativo aos príncipes da Assíria e profetizou a destruição de
Judá.
Manassés se arrependeu, orou
ao Senhor e foi ouvido. Foi restabelecido como rei de Judá e reinou por
aproximadamente 50 anos, fez grandes obras, mas por Deus já havia julgado a
Judá e seu decreto já havia se estabelecido. Por causa de todo o mau que foi
causado Judá sofreria.
Após a morte de Manassés, seu
filho Amom assumiu o reinado e tornou a prostituir a nação adorando aos deuses
falsos, postes ídolos e ainda sim levando a nação a pecar e se voltar contra
Senhor.
A tradição relatada no Talmude
revela que "Amom queimou a Torá, e permitiu que teias de aranha cobrissem
o altar [pelo desuso completo]... Amom pecou muito".
Depois de reinar dois anos,
Amom foi assassinado pelos servos que conspiraram contra ele. Após o assassínio
de Amom, os seus executantes tornaram-se impopulares entre a população e
acabaram sendo mortos. Alguns estudiosos, afirmam que Amom foi assassinado,
porque as pessoas não gostavam da forte influência que o Império Assírio, um
antigo inimigo de Judá, responsável pela destruição do Reino de Israel, exercia
sobre ele.
E assim Josias com oito anos
de idade assume o reino de Judá.
Ascensão e Reinado de Josias
Ascensão e Reinado de Josias
A mãe de Josias, rei de Judá,
chamada Jedida, era da cidade de Bozcate. Esse príncipe era tão bom e tão
inclinado à virtude que durante toda a sua vida se propôs imitar o rei Davi,
tomando-o como modelo. E, desde a idade de doze anos, deu prova ilustre de sua
piedade e justiça, pois exortou o povo a renunciar o culto aos falsos deuses e
adorar ao Deus de seus antepassados.
Começou, a partir de então, a
restaurar a antiga observância às leis, com a prudência de quem já era de muito
mais idade. Fazia observar inviolavelmente o que piedosamente era determinado.
Além dessa prova de sabedoria natural, serviu-se do conselho dos mais velhos e
experimentados para restaurar o culto a Deus e restabelecer a ordem em suas
terras. Assim, não corria perigo de cair nas faltas que haviam provocado a
ruína de alguns de seus predecessores.
Percorreu todo o reino e
procurou onde se adoravam falsas divindades. Ordenou que se cortassem as
árvores e derrubassem os altares que lhes eram consagrados e desfez-se com
desprezo de tudo o que os outros reis haviam feito para prestar honras e
homenagens aos deuses falsos e seus reinos e reis.
Assim, conseguiu tirar o povo
de sua louca veneração e levou-o a prestar ao verdadeiro Deus a adoração que
lhe era devida. Mandou em seguida oferecer os holocaustos e sacrifícios de
costume e nomeou magistrados e censores para a administração de uma exata
justiça e para o extremo cuidado em que cada qual cumprisse o seu dever. Ordenou
que todas as cidades submetidas ao seu domínio fizessem, por sua ordem,
donativos de ouro e prata para a restauração do Templo, como cada qual
quisesse, sem se coagir quem quer que fosse. Entregou a direção e a
responsabilidade dessa obra a Amasa, governador de Jerusalém, a Safa,
secretário, a Joatão, responsável pelos registros, e a Hilquias, sumo
sacerdote, e pai do Profeta Jeremias.
Eles trabalharam com tanta
solicitude que logo o Templo foi remodelado e restaurado, e todos comentavam
com prazer àquela ilustre demonstração da piedade do devoto rei.
No décimo oitavo ano de seu
reinado, ele ordenou ao sumo sacerdote que mandasse fazer taças e vasos para o
serviço do Templo, não somente com o restante do ouro e da prata doados para a preparação,
mas também com tudo o que estava no tesouro. Ao executar a ordem, o sumo
sacerdote encontrou os Livros Santos deixados por Moisés, que eram guardados no
Templo. Entregou-os a Safa, o secretário, que os leu e levou-os ao rei. E,
depois de informá-lo que tudo o que ele ordenara fora executado, leu-lhe os
livros.
O piedoso príncipe ficou tão
comovido que rasgou as próprias vestes e mandou Safa, o sumo sacerdote, e
alguns dos que lhe eram mais fiéis falar com a profetisa Hulda, mulher de
Salum, que era um homem ilustre e de família nobre. Eles pediram, em nome do
rei, que ela aplacasse a cólera de Deus, de modo que Ele lhe fosse favorável
(pois tinha motivo para temer o castigo pelos pecados cometidos pelos reis seus
predecessores, que transgrediram as leis de Moisés) e ele não fosse expulso de
seu país com todo o povo e levado a uma terra estrangeira, onde terminaria miseravelmente
a vida.
Josias ao ouvir as palavras do
Senhor proferido em Deuteronômio temeu ao Senhor e sabia que sua justiça não
deixaria de ser exercita, conforme sua palavra. O rei entendeu mediante a
leitura da palavra que se os mandamentos do Senhor não fossem seguidos todo o
povo seria levado cativo.
Deuteronômio 28: 15, 32 e 33 :
“Será porém que se não deres ouvido a voz do Senhor, teu Deus, não cuidando em
cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos que, hoje, te ordeno,
então, virão todas estas maldições sobre ti e te alcançara e ti alcançarão; Teus
filhos e tuas filhas serão dados a outro povo; os teus olhos o verão e
desfalecerão de saudades todo o dia; porém a tua mão nada poderá fazer. O fruto
da terra e todo o teu trabalho comê-los-á um povo que nunca conheceste, e tu
serás oprimido e quebrantado todos os dias.”
A profetisa respondeu que
comunicassem ao rei que nenhuma prece seria capaz de obter de Deus a revogação
de sua sentença: eles seriam expulsos de sua terra e despojados de todas as
coisas, porque, tendo violado as santas leis, não se arrependeram, embora
tivessem tido tempo suficiente para fazer penitência pelos seus pecados e os
profetas os houvessem exortado a isso e predito muitas vezes qual seria o castigo.
Assim, Deus os faria cair em
todas as desgraças de que haviam sido ameaçados, para que reconhecessem que
Deus e os seus profetas nada lhes haviam anunciado de sua parte que não fosse
verdadeiro. No entanto, por causa da piedade do rei, Ele retardaria a execução
até depois de sua morte. E então não seria mais adiada.
Diante disso, o rei ordenou a
todos os sacerdotes, a todos os levitas e aos demais súditos que fossem a
Jerusalém. Lá reunidos, começou por ler-lhes o que estava escrito nos Livros
Santos.
Depois colocou-se num lugar
elevado e obrigou-os a prometer, com juramento, servir a Deus de todo o coração
e observar as leis de Moisés. Eles prometeram e ofereceram sacrifícios para
implorar o auxílio divino.
O rei, em seguida, ordenou ao
sumo sacerdote que verificasse se restava ainda no Templo algum vaso que os
reis seus predecessores houvessem oferecido para culto aos falsos deuses.
Muitos foram ainda encontrados, e ele os fez reduzir a pó, lançou a poeira ao
vento e mandou matar todos os sacerdotes dos ídolos, que não eram da
descendência de Arão.
Depois de praticar em
Jerusalém todos esses atos de piedade, foi ele mesmo às províncias para
destruir inteiramente tudo o que o rei Jeroboão estabelecera em honra aos
deuses estrangeiros. Mandou queimar os ossos dos falsos profetas sobre o altar
que aquele rei havia construído, cumprindo o que predissera um profeta ao ímpio
príncipe,quando este oferecia um sacrifício naquele altar, na presença de todo
o povo: que um sucessor do rei Davi, de nome Josias, executaria todas essas
coisas. Viu-se assim a sua realização, trezentos e sessenta anos mais tarde.A
piedade de Josias foi ainda além.
Ele mandou investigar cuidadosamente
todos os israelitas que se haviam salvado do cativeiro assírio e persuadiu-os a
abandonar o detestável culto aos ídolos e a adorar, como os seus antepassados,
o Deus Todo-poderoso. Não houve cidade, aldeia ou vila em que ele não tivesse
mandado fazer, em todas as casas, uma diligente eliminação de tudo o que
servira à idolatria. Mandou também queimar todos os carros que os seus
predecessores haviam consagrado ao Sol e nada deixou que pudesse levar o povo a
um culto aos deuses falsos.
Quando terminou de purificar
todo o território, mandou reunir o povo em Jerusalém para lá celebrar a Páscoa.
Assim, não houve desde os tempos do
profeta Samuel, uma festa celebrada com tanta solenidade, porque nelas se
observaram todas as cerimônias prescritas na Lei e segundo a antiga tradição.
Morte de Josias e Fim do Império de Judá
Morte de Josias e Fim do Império de Judá
Neco, rei do Egito, levado
pelo desejo de se tornar senhor da Ásia, marchou para o Eufrates com um grande
exército, para fazer guerra aos medos e aos babilônios, que haviam devastado o
império da Assíria. Quando chegou próximo da cidade de Megido, no reino de
Judá, o rei Josias opôs-se à sua passagem.
Neco mandou dizer-lhe por meio
de um arauto que não era a ele que pretendia atacar, mas que marchava para o
Eufrates, e que ele não se devia opor à sua passagem, pois isso o obrigaria,
contra a sua intenção, a declarar-lhe guerra.
Josias não se deixou comover
por essas razões. Permaneceu com sua decisão e seguiu em frente para a batalha.
“Então ele lhe mandou
mensageiros, dizendo: Que tenho eu contigo, rei de Judá? Não é contra ti que
venho hoje, mas contra a casa que me faz guerra; e disse Deus que me
apressasse; guarda-te de te opores a Deus, que é comigo, para que ele não te
destrua.”
2 Crônicas 35:21.
Josias foi para a batalha
disfarçado, porém foi atingido por um flecha e morreu.
Depois da morte de Josias, seu
filho Jeoacaz, sucedeu-o. Ele tinha vinte e três anos e foi muito ímpio. O
reido Egito, voltando da guerra, mandou dizer-lhe que viesse a Hamate, que é
uma cidade da Síria. Lá chegando, fê-lo prisioneiro e como rei em seu lugar
colocou Eliaquim, seu irmão mais velho, que era da cidade de Ruma. Deu ao novo rei o
nome de Jeoaquim e obrigou-o a pagar todos os anos um tributo de cem talentos
de prata e um talento de ouro.
Levou Jeoacaz ao Egito, onde
ele morreu. Jeoacaz reinou somente três meses e dez dias. O rei Jeoaquim, foi também um príncipe muito mau. Não tinha
temor de Deus nem bondade para com os homens. Depois de Jeoaquim, reinaram
Zedequias por aproximadamente onze anos, mas sobre o julgo de outras nações e
por fim Joaquim que reinou por três meses e o povo foi levado ao exílio pela
Babilônia que destrui o reino e a cidade de Judá, além do templo e dos
principais prédios.
Conclusão
Com oito anos de idade assumiu
um reinado, mesmo seu pai tendo sido um perverso, foi capaz de buscar a Deus e
entregar sua vida em suas mãos. Como adolescente, seguiu os conselhos dos mais
e confiou neles para dirigir o reino e buscar a presença de Deus já abandonada
por seu pai e destruída por seu avô. Manteve-se integro e buscou quebrar as
alianças que seus antepassados fizeram com os povos a sua volta.
Restabeleceu em sua vida e na
vida da nação a adoração ao Deus verdadeiro, seguiu as leis do Senhor e
descobriu que estava prestes a ser exilado junto com sua nação pois seus pais e
avós não lhe foram fiéis. Recorreu a Deus que lhe deu o Seu favor e lhe
prometeu que não seria cativo, adiaria assim, durante a vida de Josias o
cativeiro já anunciado.
Celebrou a páscoa e retirou da
nação de Israel e Judá, tudo que pudesse ser o indicio de adoração a outro deus
que não Javé.
E o que nossos jovens podem
aprender de Josias?
Aprendemos que apesar de
sermos frutos das escolhas e decisões de nossos pais, temos a oportunidade de
mudar as nossas vidas. Não estamos fadados ao fracasso ou ao insucesso e nem
devemos nos considerar perdedores ou derrotados, nossa posição de buscar a Deus
para mudar a nossa vida pode mudar a vida da nossa casa, da nossa cidade e da
nossa nação.
Mas para isso precisamos remover
de dentro dos nossos corações, tudo o que desagrada ou afasta a presença de
Deus, ainda mais, devemos nos empenhar em levar o evangelho de libertação para
que os que estão a nossa volta possam também se desfazer de tudo que afasta
Deus de suas vidas.
Isto só pode ser conquistado
mediante ao estudo e reflexão da palavra de Deus constantemente, não devemos
nos lembrar de Deus e de sua palavra somente na igreja, ou nos cultos, ou nos
eventos e palestras ou somente na escola bíblica, devemos buscar um tempo de sozinhos
com Deus que por seu amor e misericórdia virá com sua palavra para nos revelar
tudo o que devemos mudar para que sua presença se faça grande em nossos corações.
E por amor ao Nosso Deus, o faremos, simplesmente por que desejamos servi-Lo e
te-Lo ao nosso lado.
Fonte:
Bíblia da Mulher – Textos e Comentários
Guia de Estudo: Os Caminhos do Povo da Aliança – Pastor José
Carlos da Silva.
Wikipédia: Algumas informações sobre a vida de Amom.
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